Realidades do meu viver...

Numa dessas, ainda me acabo com esse blog!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A beleza (ou quase isso) de A Pele Que Habito



Existem filmes que após serem assistidos devem ser comentados. Um deles, com certeza, é “A Pele que Habito”, sob direção de Pedro Almodóvar.

Trata-se, simplesmente, do melhor filme que assisti este ano. É surpreendente e super recomendável, com um roteiro que viaja no tempo e te localiza com maestria. A produção lida com assuntos diversos que vão desde dramas psicológicos, relações familiares, estudo de gêneros, paradigmas científicos, justiça com as próprias mãos, etc... e claro com muito suspense e amarrações muito interessantes, afinal estamos falando de um filme de Almodóvar.

A história não segue uma linha cronológica simples, mas como é apresentado deixa tudo muito claro - inclusive adorei o recurso utilizado, achei clássico, achei vintage, rs. Aos poucos a história se encaixa e todos os personagens são apresentados, inclusive psicologicamente, através de flashbacks que precedem o desfecho surpreendente (já repararam que este é o meu adjetivo para o filme, né?!). Então basta de babação, vamos ao enredo:

Roberto Ledgard – encarnado com maestria por Antônio Bandeiras – é um cirurgião louco, que teve uma família muito louca e idéias muito loucas. Ledgard, passou por todas as agruras dessa terra, exceto a pobreza. Sua esposa (Gal) quis fugir com o seu irmão marginal – Zeca - (obs.: ele não sabe disso por que sua mãe era sua empregada), mas sofreram um acidente quase morreu queimada, ele a salvou, apesar disso, a vaidade fala mais alto e Gal acaba cometendo suicídio na frente da filha do casal. Norma (a filha – interpretada pela atriz Bianca Suárez) desenvolve uma série de transtornos e recebe tratamento psicológico. Numa dessa, o médico responsável pelo tratamento da menina aconselha uma socialização.

Roberto leva a filha a um casamento na cidade. Norma conhece Vicente, um jovem muito atraente vivido por Jan Cornet, que a estupra e a deixa desacordada. Ao acordar, nos braços do pai, a problemática Norma o reconhece como a pessoa que a violentou o que a faz voltar ao isolamento e, posteriormente, cometer suicídio. Na verdade, este é o começo de toda a trama.

Roberto, então, tem três objetivos: se vingar do estuprador de sua filha, ser um cientista reconhecido pela criação de uma super pele que possa ajudar vítimas de queimaduras e trazer o grande amor da sua vida de volta. Para tudo isso só contava com a ajuda de sua prestativa mãe empregada, Marília, e um meio, o corpo de Vicente. Daí nasce Vera Cruz (a linda e extremamente sexy Elena Anaya).

O filme tem um que de bom humor e suspense agradável casado ao constante clima de tensão. A fotografia do filme é fantástica, mesmo fugindo do colorido, formando moldes neutros hora ou outra interrompidos pelo vermelho do sangue, o preto do terno ou dos lápis na parede azul pastel e roupas floridas. Outro recurso que merece parabéns é a edição, pelos cortes, ótima sacada.  

A sonoplastia te carrega pra pizza de climão proposta desde o inicio do filme em parceria com a forma que todos os atores foram super convincentes em seus personagens. Enfim, trata-se de uma obra de arte feita na medida certa, sem exageros, apesar de ter cenas fortíssimas e muito bem amarrada do começo ao fim. E falando em fim, o filme acaba e você não sabe se quem mereceu se dar mal se deu mal e se quem se deu bem realmente merecia se dar bem, por que todos tem o rabo preso.

Extasiado, Fael d'Carvalho.     

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Diga-me ou diz pra si...



Por que o sentimentalista julga a sociedade como alienada sentimental?
O que seria um alienado sentimental? Quem não ama? Quem não gosta? Quem respira?
Me diz quem, em qualquer parte do mundo, tem um sentimento alienado?
Me diz um só homem que não tem sentimento ou que o tenha igual ou influenciado por outro?
O sentimentalista não entende que todo ser tem prioridades e, às vezes, se entregar não é uma delas.

Por que reclamar de quem devora corpos?
Me diz, então, quem nunca quis o calor de uma carne para cobrir-se num dia frio!
Pode me dizer quem nunca quis deitar-se ao lado de um coração pulsante só pra se sentir vivo? Não, não pode, né!?
Se não quiser demonstrar engano, apenas diga a si.

Quem nunca gostou de ser carne e no outro dia ser livre?
Me diz só um romântico que não provou seu dia mundano sem arrependimento.
Vasculha no teu baú de recordações, você vai achar algo... Nem que seja um olhar descompromissado e excitante. Daí se, assim mesmo não achar, me diz.
Se achar, por favor, jura que me diz?

Me diz qual pessoa que se julga sentimentalista nunca soltou uma cantada barata?
O sentimentalista é tão abstrato quanto o sentimento, tanto que eu mesmo nunca toquei em um convicto.

Me diz quem, mesmo em meio a devassidão, não tem a cabeça – digo a de cima – em algum lugar ou em alguém?
Me diz quem não tem ao menos uma paixão? Seja uma pessoa, um objeto, um destino, um sonho... Seja o próprio sexo.
Me diz quem vivo, num exame profundo, não tem músculos, ossos, cérebro e coração em funcionamento apesar de qualquer defeito?

Esses que entendem que o mundo nos dispõe corpos e que esses corpos têm necessidades maiores, eu chamo de realistas.
Eles reconhecem que nem sempre seu mundo é feito de amor doentio e que, na verdade, raramente precisam dele.
Sabem que, assim como ele, outro humano precisa de carinho e atenção da mesma forma que precisa do fogo do companheiro.  

Por que o sentimentalista não procura outro como ele pra julgar no fim?
Uma resposta? Lá vai: O sentimentalista julga como vazio tudo o que, de fato, não atende às suas expectativas.

Outra resposta? Ele não teria como se justificar, se vitimizar...
O sentimentalista sofre por ter o que caça.
Ele quer carne para preencher seus sentimentos, mas carne só preenche carne...  

E você o que responderia?
Quer - ser e/ou ter - um sentimentalista ou realista?

Mesmo definindo me confundo,
 Fael d’Carvalho

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quase póstumo Poeta




Alguns dias sinto minha poesia morta,
Não que o mundo não disponibilize mais magia,
Mas por algumas coisas mudarem em mim.

Talvez seja o poeta que esteja morrendo,
Aquele que sempre foi faminto por paixões não anda com o mesmo apetite,
Não pelo mundo não lhe oferecer bons sabores ou lhe apresentar os melhores aromas.

Talvez o problema seja na visão,
Não que não veja a beleza que o mundo traz,
Mas pela forma de vê-la.

Ele olha de longe, mesmo próximo.
Saboreia a ambrosia sem ao menos tocá-la,
Sente o perfume sempre distante...

Esse poeta fugiu e se escondeu em outro ângulo.
Um que o deixa seguro, acomodado e entregue apenas a si mesmo,
Tão livre e tão prezo.

Esse poeta desconfia, agora, até dos mais sinceros sentimentos.
Entrega-se em parcelas, em momentos, sem esperar eternidades.
Clama para ser salvo desse esquecimento sem permitir salvamento.

Talvez este poeta esteja nas últimas.
Porque o poeta que não acredita em sua poesia não faz poesia.
Porque poeta que não sente, não vive, pelo menos, não como poeta...
  
Me reavaliando, Fael D’Carvalho

sábado, 3 de dezembro de 2011

O mundo dá voltas


A vida é um conjunto de dias. Dias bons. Dias ruins... Sobretudo, dias surpreendentes. Dias que lhe arrancam à dentadas suas medalhas e, em seguida, lhe dão em bandejas de ouro novos troféus. Sem motivo, sem objetivo. Apenas acontecendo.
Todo dia é um momento, um recorte do todo em mão única, e se quer saber, apenas de ida. Vida é agora, talvez o futuro, nunca o passado, que serve apenas para nostalgia, não para remorso. Isso se aprende com o tempo.  Esses momentos consomem dolorosas lágrimas e, em seguida, entregam prazeirosos sorrisos. Assim, sem razão, sem porquês, apenas ocorrendo.
Esse é o mundo: Dias seguidos, momentos costurados e vidas que saem e entram nas nossas vidas; Feito de lágrimas, suor, gozo e sorriso; Cheio de virtudes e pecados... Entre milhares de qualidades do mundo, mesmo essa podendo ser boa ou ruim, dar voltas e se reinventar é a melhor.

Feliz com TUDO que está me acontecendo,
Fael d’Carvalho  

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Não tem nome


Um caminhão de sentimentos despejou sobre minha alma hoje! Me sentindo radiante e iluminado por perceber o quão util estou sendo na minha breve caminhada terrena. Poderia passar a mão no interruptor e cessar essa artificialidade toda que esquenta meu quarto e mesmo assim ele estaria às claras!
Eventualmente nessas ocasiões é que percebo que algo maior que todos nós rege esse planeta sem que percebemos a sua presença carnal viva. A paz que emana de energias superiores me faz crer cada dia mais que vivemos em função de um bem coletivo.
Amar, sentir, gostar, pegar, pensar...infinitivos perfeitos que me remetem a um mix de sentimentos aos quais me vanglorio em tê-los!
Gosto dessa coisa de ver alguém bem. Seja por bens materiais, seja por bens espirituais. A felicidade alheia alimenta meu espírito imensamente. Me faz perceber o quão pequeno somos se ficarmos numa hostilidade cotidiana.
Quero abraçar...mas sem abraços laterais. Abraços cardíacos, daqueles que sentimos o coração do outro bater tão forte que parece que foi transposto para seu próprio peito. Abraço fungado, sentindo a respiração junto do teu eptélio.
Essa loucuras, sentimentos, desejos, sei lá o nome que queiram dar me fazem flutuar! Tenho sensações que nem mesmo tenho nome para tal.
Só quero que sintam o que estou radiando. Sou desses que, da mesma forma que compartilha uma publicação no facebook, gosto de compartilhar minhas energias regeneradoras.
Espero que compreendam! E me julguem se acharem necessário! A mim não me faz a menor diferença. Julguem também meu pleonasmo que continuarei a caminhar!
Beijos na alma!

Paulo Eduardo
Feliz por demais!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Felicidade

Escolhas...
Oportunidades...
Opções...
Há quem diga que disso é feito nossa vida, de escolhas...mas nem sempre.
Eu não escolhi nascer, eu não escolho morrer, não escolho ser mulher, escolho apenas o que farei com cada uma dessas condições em busca de um único desejo: ser feliz.
Quando vemos que as coisas não dão certo, de repente nossa primeira reação é de fracasso...mas ninguém erra sozinho, então não adianta ficar procurando culpados, todos tem um parte de responsabilidade.
Se hoje estou como estou, foi uma escolha minha ou a escolha de alguém que me colocou nessa situação, agora me resta a escolha do que vou fazer com o que fizeram de mim.
E percebo que tudo vira um ciclo vicioso com um único fim, buscar a felicidade, vejo tanta gente buscando, mas ninguém define, é subjetivo demais pra ficar investigando se há ou não uma forma única de ser feliz, não há, ok!? Cada um é feliz da maneira como se sente melhor.
Então...pra você ser feliz, não precisa destruir a vida de ninguém, busque a sua felicidade sem invejar a dos outros, porque sua vida é você quem faz.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Indo...


Intrigante o fato de que, toda vez que eu resolvo explanar sobre o assunto da minha senilidade eu lembro de um trecho da música "Fingir na hora rir" da banda Los Hermanos.
O citação diz o seguinte: "cada dia a mais é um a menos".
Completos 28 anos de vida recentemente, eis que me sinto como se tivesse colocando um ponto final em várias coisas. Sinto que estou morrendo para, em tempo curto, renascer em outra realidade. Morrendo nos vícios antigos, nas virtudes desnecessárias, para pessoas magnetizadas negativamente.
Me apeguei a minha plenitude, aos meus anseios, meus verdadeiros amigos, família. Reiniciando toda uma etapa da minha vida que, por um instante, deixei em stand by.
Perdi algumas vontades pueris que me deixam, em certas ocasiões, até depressivo. Não sinto mais vontade de compartilhar baladas alucinadas com pessoas na mesma vibe desrespeitando seu direito constitucional de ir e vir.
Meus 28 anos chegaram e trouxeram consigo um novo manual do usuário: sem prefácio nem índice, apenas com uma introdução: VIVA A SUA VIDA!
Sem referenciais, sem fórmulas mirabolantes, sem ouvir terceiros, decidi caminhar. E estou indo!

Paulo Eduardo Prado
00:14h
Twitter: @padu_prado

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O desnecessário


Um ser humano que consegue mentir mais de duas vezes olhando nos teus olhos não merece seu respeito, não merece seu carinho, não merece seu ouvido, nunca mereceu sua atenção ou qualquer sentimento bom vindo de você, muito menos sua amizade. Alguém que diz que te ama sem te amar, te conquista, te machuca e se diverte com isso, por que só pode se divertir só merece sua distância...

Alguém que brinca com você de todas as formas e quer sair de santo pra você, pros amigos e pra qualquer outra pessoa só merece seu desprezo. É esse o tipo de gente que você realmente achou que queria pra sua vida? Piada... Serio que você derramou lágrimas por isso? Cada gota dela foi tão em vão...

Agradeça por se livrar de alguém que te fala mentiras, que te convenceu com elas, que te deu segurança para retribui-las. Repara que esse alguém fez tudo, tudo que você simplesmente pediu que não fizesse. Mentiu, traiu sua confiança e, depois, mentiu novamente...

Felicite-se, sobretudo por ter aberto teus olhos. Brinde a vida, por que ela sempre continua sem toda e qualquer parte indesejável...

Comemore por jogar o lixo fora.

Cartas pra mim mesmo, Fael d'Carvalho

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Não diga “alô”, diga “sou tolo”



Pensa no tempo, nas atitudes e nos momentos que perde por medo de viver como no passado, mesmo não havendo esse risco. Pensa no quanto você se poupa de ser feliz, de fazer feliz. Seu passado, aquele do que eu nem fazia parte, se tornou vilão na minha vida. Repara que nosso caso não era o mesmo que já teve e que eu não sou quem já te magoou. 

Para de pensar no sofrimento e pensa nas alegrias que estou disposto a te oferecer, nas que pode proporcionar... Obre os olhos e me vê como quem sou, não como alguém que me causa repudio pelo fato de ter te feito sofrer. Deixa eu te mostrar que cada caso é um caso e fim. Obre os olhos e veja quem você pode estar perdendo, e isso só por que você foi perdido. Acorda e vê que eu te achei para te mostrar coisas sobre o homem que, pelo jeito, você não conhece...

Entenda que não peço que você deposite sua vida em minhas mãos, assim como não pretendo depositar a minha nas suas, nunca pretendi. Compreenda que se, caso, isso aconteça, seguraremos um a vida do outro juntos. Não haverá “eu” ou “você”, mas apenas o “nós”.

Lembra das palavras, que não foram só palavras, ditas, das trocas de olhar, de calor, das noites juntos... Dos momentos lindos, do tempo correndo, das gargalhadas furtivas. Levanta e vem me dar o amor que você diz sentir. Usa do meu como recompensa.

Veja que se hoje eu sofro não é por você, por não me amar ou não saber do que sou capaz, bem pelo contrário. Hoje me doí a falta de um nós que acredito.

Cartas de mim mesmo, Fael d’Carvalho

sábado, 29 de outubro de 2011

Melhor Amiga Existente



Ela te aceita como você é,
Fez de tudo pra você crescer bem,
Pra você se tornar um homem de bem...

Lutou para você ter o que ela não teve,
Te proporcionou conforto,
Se preocupou cada vez que te viu chorar...

Limpou suas fraudas e seu quarto,
Te mandou lavar os tênis
E, objetivamente, te explicou por que estudar...

Cuidou durante as febres, as crises de asma,
Fez das tuas gripes seus martírios.
Não dormiu preocupada com você.

Te ligou pra saber se estava melhor, quando precisou.
Antes disso, aguentou teu peso enquanto você não andava,
Te carregou no ventre.

Comemorou teus primeiros passos,
Se orgulhou das suas primeiras palavras,
Riu das tuas primeiras gargalhadas...

Te pôs no mundo e atendeu, dentro das possibilidades, tuas vontades.
Te deu o maior, melhor e mais real amor.
Virou a Melhor Amiga Existente.

Hoje é filha,
É mãe
E é avó coruja...

Obrigado MÃE.
Comemorando o seu aniversário, Fael d’ Carvalho

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Vem...


Vem me brindar,
Vem pros nossos olhos se falarem,
Vem ver o meu céu enfeitado por suas estrelas...

Vem misturar nossas luzes nas ruas sem fim,
Vem dizer o que sente perto do meu coração,
Vem ouvir sinos que não existem...

Vem fazer o coração bater gostoso, completo, com “tuns" meus e "tuns” seus,
Vem fazer o tempo mudar,
Vem encurtar meu dia com sua presença...

Vem...
Vem ao meu encontro,
Vem, que vou ao teu... 

Te esperando, Fael d'Carvalho

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PelaAmor...


Quase não sou de gostar das pessoas. Sim, eu estou mentindo.
Na verdade, queria eu ter essa capacidade de manter meus monstros internos adormecidos. Monstros leia-se sentimentos que dilaceram a alma e sangra o coração até a última gota de algo venoso.
Em um curto período consigo matar e morrer sem ao menos sair do lugar. Como é isso? O fato é que as percepções alheias me fazem falta nesses momentos. Corro, caminho, grito, sussurro, choro e rio na mesma intensidade de um farol alto de caminhão trafegando no sentido oposto.
Me dou super bem com a bipolaridade dos desgraçados carnais que pensam que a vida gira em torno deles e que se foda quem estiver do lado.
Nem sempre isso acontece mas sempre acontece comigo. Incrível como meu dom de atrair sentimentos e pessoas famigeradas no quesito "me faça sofrer!"
Esse sou eu descascando e soltando uma pele que não me faz parte mais e que já não cabe mais como um revestimento nu e cru.
Estou me recompondo, ferida por ferida, com sangue jorrando a longas distâncias fazendo com que empalideça meu rosto e o suor frio escorra pelas minhas pálpebras chegando até minha boca despejando o gosto salgado do tédio.
O tempo vai tratar de fazer com que o retorno seja triunfal. Tudo novo! Coração, alma e pele. Numa sintonia tão perfeita de fazer inveja à qualquer orquestra sinfônica.
Aguardem!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Os Benefícios trazidos pela arte


Reportagem feita por mim e pelo Emerson Garcia



=D, Fael d'Carvalho 

Inspiração

A felicidade me proporciona a expressão de lindas palavras, poesias e muito do que posso descrever.
     Mas tristeza, aquela sacana, me faz ter os melhores poemas, os melhores versos que alguém pode jamais imaginar. Daí surge a minha teoria de que um poeta é um apaixonado pela tristeza, pois é incontrolável a sensação de expressão de sentimentos quando estamos tristes ou passando por um momento difícil.
       Só quem conhece consegue identificar nas entrelinhas do desespero o que realmente se quer dizer, quando não um verso, uma frase, apenas uma imagem.
       Para muitos, uma linda mulher serve de inspiração, ou uma imagem, ou um acontecimento, mas para mim meus caros colegas e amigos, o que me motiva a escrever é a danada da tristeza, que ao mesmo tempo que faz dos meus dias, os piores dias, faz também surgir incontáveis versos e a sabedoria de um coração machucado.
      Incontáveis vezes me pego relendo poemas não publicados e cada palavra escrita, diferencia-se bem os sentimentos ali contidos e parece que aquele sentimento volta naquele momento em que estou relendo, pois é para isso que textos servem, para registrar memórias que precisam ser revividas para podermos lembrar que a vida é muio mais que um dia chuvoso e triste, ou um dia solitário e improdutivo.
     Por isso meu amigos e amigas, escreva, expresse o que está na mente de vocês e sinta-se livre de você mesmo, dos seus sentimentos.
     É isso.


     Mais textos em: Chá Com Pipocas

    Agradecer ao lindo do Rafael por abrir esse espaço tão lindo em que podemos nos comunicar, espero que curtam.
   Beijinhos!!!  ;)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Copiei


Essa postagem não é minha mas eu achei tão bacana que resolvi compartilhar. Espero que gostem!

"ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons...na cozinha e o seu conhecimento em vinh...os, só para ela. Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego. Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte. Quer provar que pode fazer essa mulher feliz! ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos. Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida. Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele. Quer provar que pode fazer esse homem feliz! ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz. Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?

De: Stephanie Moreira

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mais uma estrelinha pro Blog *---*

Diana Brito é a mais nova colaboradora do Pense e Viva *---*

Seja bem vinda mermã e traga tua um pouco da sua sabedoria particular pra gente =D

Variando esse universo

=***,Fael d'Carvalho

Abra o olho

Vivemos em uma sociedade fechada e com uma capacidade de compreensão limitada.

Não precisamos ir longe para entender do que estou falando. Que tal irmos ao ponto mais comum. Sim, a quase básica e previamente determinada religião. Não vou discuti-la. Não digo aqui sobre religiosidade, não me refiro aqui a quem acredita em um Deus, em vários, em entidades que auxiliam e sei lá mais o que, mesmo por que sou desses.

Aqui me refiro a quem, de forma errada, com os dogmas da religião que segue, condena seu semelhante. Pessoas que se julgam no direito de condenarem a felicidade alheia com base na sua visão de felicidade. Nessa realidade, existem os que sofrem. Gays, gente do candomblé, espíritas, feministas e outros taxados como contraversores pelo fato de seguirem o que acreditam, seja espiritualmente, afetivamente ou sexualmente.

Agora explica, por que o seguidor do candomblé é um infrator, sendo que ele apenas faz o que todo cristão fervoroso faz? Por que quando o “macumbeiro” faz seu rito de fé ele cultua a um diabo? O Deus (ou deuses, no caso) dele é o mesmo do seu, só que com nome diferente. A crença dele tem história, assim como a sua, só que por caminhos diferentes. 

Aqueles que dominam tentam atribuir seus demônios a crença dos outros. Talvez uma mera auto-afirmação. Os oprimidos, outro lado de uma história e que, por coincidência ou não, nunca são ouvidos viram os vilões. Funciona assim em todo setor. 

Todo preconceito nasce de um olho crítico central limitado por crenças ultrapassadas – possivelmente esse olho seja de vidro, por que né!? – ,não quero ter que citar o caso dos homossexuais que não têm direito de se casar, ou que, ainda hoje, passem um crivo exaustivo para fazer uma adoção, nem quero comentar – já comentando – sobre mulheres estereotipadas para o sexo ou, apesar de todos os fatos históricos deste e do século passado, ainda sofrerem discriminação, serem tidas como propriedade de seus pseudo-machos, ou cumprirem quase que obrigatoriamente funções duplas em suas vidas... Esta é nossa sociedade isônoma, esse é nosso Estado Laico. 

Minha conclusão é: Antes de se abrir uma boca para um comentário sobre qualquer pessoa que não seja você, desconecte-se desse olho de vidro e abra, pelo menos uma vez, o seu próprio olho. Veja o mundo com seus olhos e nunca se deixe ser visto pelos olhos do mundo. Reaja!  

Não há geração que queira viver como a de seus pais,
Não há filho que se contente com a tecnologia de seu pai quando tinha a mesma idade,
Não há filha que brinque de boneca ou de cazinha e não se veja empresária, médica ou dentista...
Não há família em que, pelo menos um, não queira brincar apenas de papai e mamãe.
Os tempos mudaram e os pensamentos continuam os mesmos...

A pergunta é: Até quando?   


Numa noite dessas, Fael d'Carvalho

A casca que usamos


"Moça, diz pra mim como vai você? É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê!" - Los Hermanos

Assim como a estrada, nós, os ainda chamados como seres humanos (alguns nem merecem esse rótulo), também somos muito mais além daquilo que se pode vê. Mas, o porém é justamente o fato de grande fatia da humanidade andar travestida de uma roupagem que não lhe condiz com a realidade.

Zapeando esses dias pelos diversos canais que a tv aberta nos oferece, várias emissoras sem conteúdo relevante algum, parei na Tv Canção Nova para ver uma pregação do Padre Fábio de Melo, o qual tenho profundo respeito e admiração apesar de não ser católico.

Padre Fábio de Melo falava justamente sobre isso: a falsa vida das pessoas. Mas uma coisa em especial me chamou a atenção na pregação do padre: a mentira nos relacionamentos.

Se passar por algo que você não é somente pelo fato de conquistar o sentimento alheio é a pior traição que uma pessoa pode fazer consigo mesmo e com quem é o objeto de desejo. Fazer alguém te amar usando uma maquiagem só durará até a próxima transpiração, aonde o suor levará toda aquela produção e anunciará a verdadeira face cicatrizada de uma vida sem escrúpulos.

Sejamos verdadeiros em toda nossa caminhada, mesmo que isso nos custe alguma coisa. Agir com a verdade é andar em sintonia com a boa-fé e respeitar o sentimento do nosso semelhante.
Como cantou Marcelo Camelo: "numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê!"

P.S.: segue o link da música de Marcelo Camelo: http://www.youtube.com/watch?v=G1CrmKHAk4c



Padu Prado
goiano, goianiense,twittero, politiqueiro, chato, virginiano, curioso, mobilizador social, apaixonado contínuo, vascaíno, esmeraldino, e muitas outras coisas que vocês descobrirão ao longo do tempo.

Twitter: @padu_prado
Facebook: facebook.com/paduprado
E-mail: paduprado@uol.com.br

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Agora com um parceiro aqui =D

É isso gente, depois de anos administrando e postando solitariamente neste blog, agora tenho um colaborador =D

Provavelmente os textos no blog tenham variações...

Bem vindo Padu =D


Agradecido, Fael d'Carvalho


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Uma heroína chamada Wall

Como descobrir a identidade de uma super-mulher?
Pense em alguém que possa ler sua mente,
Te identificar em qualquer situação,
Te tocar com as palavras e, ainda assim, ser dócil e tranquila...

Ela leva com si a inocência de uma criança,
Um corpo jovem, de face eterna juvenil.
Tem olhos de mulher e mente de uma sábia...

Ela é sábia.
Sábia e prestativa como poucas...
Ela te faz rir, ela ri de bobagem contigo...
É amiga, é irmã, é filha, é namorada, é quase uma mãe...
É até homem se precisar.

Ela é musa e é moleque,
É séria e brincalhona,
É mulher, e quase isso...
É muito mais que isso!

É reservada e, ao mesmo tempo, uma explosão de sentimentos e ações.
É única.
Ela é jóia, é rara.

É voraz em suas vontades e volátil às necessidades alheias,
Ela liga, visita...
Te abraça quando você mais precisa.

Ela te acompanha em tuas fases,
Te dá a mão no meio do tufão,
Te traz pro chão...
Te acolhe se a tempestade for longa e te aponta o sol se precisar.

Ela é simplesmente ela.
Sem tirar nem por...
Ela merece o amor.
Ela conquista o amor!

Você saberá quando encontrar uma super-mulher em sua vida.
E vai saber por que essa mulher é super.
Achei a minha e nem fui longe... ela me achou e nem me procurou...

Seu nome é Wall.
Seu poder: ser ela mesma...

Beijos de seu eterno amante (não sexual) e admirador, Fael d'Carvalho

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Nos compreendendo


Me  quebra as pernas,
Desarma qualquer plano,
Apaga meus ensaios,
Desarma minha palavras,
Atiça minha imaginação.

É o jeito de olhar,
O modo de olhar,
A forte delicadeza dos teus toques,
O calor refrescante de sua boca,
O vício da pele, o viço da carne,
Seus gostos e cheiros.

É o beijo enlouquecido,
A liberdade de me deixar criar,
De te deixar levar,
A saudade nos dias,
A liberdade indesejada e pouco aproveitada,
O mistério.

É desejar todo dia,
É imaginar o encontro todo dia,
É surpreender-se no encontro,
É suspirar no orgasmo conjunto,
É despedir-se querendo mais.

Assim somos nós.

Pensando em você, Fael d'Carvalho

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Alone - Maya



Alone
Sozinho


I look at you and see
Eu olho pra você e vejo
Someone i don't wanna be
Alguém que eu não quero ser
And its taking me too long to realize
E isso é complicado perceber
I'm better off alone
Eu estou bem melhor sozinho
All the times that you told me lies
Todas as vezes que você mentiu pra mim
And you know that it happened too many times
E você sabe que foram várias vezes
And its time that i realize
Mas agora eu acordei
I'm better off alone
Eu estou bem melhor sozinho
I'm leaving you now
Eu estou te deixando agora
I want you to know
Eu quero que você saiba
I know what i want and i knew all along
Eu sei o que eu quero e eu sabia de tudo
I couldn't let go but i'm not gonna stay anymore
Eu poderia não ir mas eu não vou ficar aqui
So i'm leaving baby
Então, eu estou indo baby
I can not forget all the pain that i've had
Eu não consigo esquecer toda a dor que eu tive
All the things that you said
Todas as coisas que você falou
How you're making me mad
Como você está me fazendo mal
And you've made me feel bad all alone
E você fez sentir-me mal sozinho
This time i'm moving on
Agora, eu estou me mudando
I am leaving you this time
Eu estou te deixando agora
I'm not letting you play with my mind
Eu não estou deixando você brincar com a minha mente
And i moving with my life
E eu estou mudando com a minha vida
This time i leaving you behind
Agora eu te deixo para trás
All the times that you told me lies
Todas as vezes que você mentiu pra mim eu relevo
And you know that it happened too many times
E você sabe que sofri muitas vezes
Now this time that i realize
Mas agora eu acordei
Im better off alone
Eu estou bem melhor sozinho

Me identificando, Fael d'Carvalho

Desistir ou seguir



O problema é não ver futuro,
Sentir que metade não depende de você,
Imaginar que o que sente, na verdade, tem três metades
- Ou mais.

É difícil andar em qualquer caminho entre sombras e breu.
Sem saber onde pisar
Sem desviar de obstáculos, pular dos buracos
Vislumbrar ou achar o horizonte.

Difícil continuar no caminho quando outros te oferecem uma luz,
Uma estrada pavimentada,
Uma lanterna que salve
Ou, ainda, uma mão que te guie no escuro.

O meu problema é relativar.

Relativando, Fael d'Carvalho

sábado, 27 de agosto de 2011

Raiz

A paixão é uma planta

Dessas que só crescem se estiverem bem estruturadas.

A paixão é flor dessa planta

Começa no pé e acaba no último fio de cabelo.

Como planta, tem raiz.

Firme como pé no chão, sem isso não sustenta.

A paixão tem suas folhas.

Essas ficam na cabeça, alimentam com sinais.

Revitalizando o verde vívido de boas imagens, bons sons, bons gostos, bons aromas e bons toques...

A paixão é flor.

Desabrocha no peito, de dentro pra fora, não o contrário.

De outra forma é daninha que invade, destrói e domina.

A paixão é flor graciosa que encanta, é agrado.

A paixão é caule, é galho.

É extensão do corpo que só é percebida em contato com outro.

Liga duas dessas árvores, terás paixão de fato.

Paixão só é paixão se acontecer no pomar.

Do encontro de duas belas flores, o fruto.

A paixão é o fruto.

Com boa sensação, Fael d'Carvalho

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Um eu em cada um


Vejo o retorno de minha imagem nos sorrisos

Sorrisos meia boca de cumprimentos,

Sorriso amarelo de educação,

Sorriso tímido de quem quer fugir,

Sorriso de contentamento desmedido

No sorriso sem dentes do gozo...

Vejo reflexos.

Até em olhos...

Olhos vermelhos de sono,

Olhos brilhantes de alegria,

Olhos perdidos de dúvidas,

Nos olhos vibrantes de um apaixonado...

Me percebo em momentos.

Percebo nos corpos alheios...

Mãos inquietas, deslocando-se pelo ar procurando seu espaço, de nervoso,

Mãos que agarram às costas alheias no abraço companheiro,

Mãos que fogem do toque indesejável,

Mãos que agridem e a mão que acaricia na paixão...

Me sinto tão pouco incomum que no mais anormal dos homens me vejo.

Sinto-me comum sendo essa mescla incomum de tudo.

Enxergo um eu em cada um.

Percebo muitos em um eu.


Fael d'Carvalho

Talentos da Casa: estagiário da DPGU concilia teatro e jornalismo

Desenhista, escritor de textos poéticos, compositor e ator desde os 12 anos. O estagiário da assessoria de comunicação da Defensoria Pública-Geral da União, Rafael de Carvalho, consegue conciliar o tempo de artista com o de estudante, por paixão pela arte.

Aos 22 anos de idade, cursa o último semestre de jornalismo e divide seu tempo entre o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e apresentações do grupo de teatro Barcaça dos Beltranos, do qual participa há mais de cinco anos.


Tudo começou 10 anos atrás quando, ainda como estudante do ensino fundamental, Rafael participou da companhia experimental Atitude, organizada pelo professor de Artes do Centro de Ensino Santos Dumont, colégio onde estudava na época. Por diversão, mas conforme o tempo passava, o interesse crescia.


"O pouco que havia aprendido no teatro amador e escolar me encantava e, também, amigos que entraram na Barcaça dos Beltranos antes de mim, me apresentaram ao grupo, à proposta e à metodologia. Procurei o diretor da companhia, Daniel dos Santos, e comecei a frequentar os ensaios. Pouco tempo depois passei a fazer parte da trupe.”


Segundo Rafael, a carreira de artista fica para segundo plano. “O teatro é uma arte que se permite ser uma atividade secundária. Não me imagino ganhando a vida – financeiramente – com isso. É mais uma atividade recreativa do que profissional, na verdade.”


Além de atuar, Rafael desenha, redige textos poéticos que posta em seu blog http://penseeviva.blogspot.com/ e compõe músicas em parceria com colegas de teatro. Na DPU, trabalha desde maio de 2011. Por meio de um colega, ficou sabendo da vaga para estágio e se candidatou, pelo fato de ter contato com a linguagem jurídica, assunto pelo qual se interessa também. Para o futuro, ele pretende continuar na área jornalística e conciliar com estudos de artes cênicas.


Comunicação Social DPGU

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Minhas não saudades


Eu poderia chorar uma ausência.
Faria, se me fizesse falta.
Queria ser desses que não vive sem alguém.
Mas me sinto lobo.
Vão-se os parceiros,
Fica o que importa, eu.
Choro fuga por um dia,
Depois comemoro abandono.
Celebro que abandonem-me e abandoná-los.
Mastigo a mnemônica de um tempo perdido.
Engulo a seco e continuo.
Vão-se os passados, fica o presente e aguardo o futuro.
Encaro a vida em fases, como temporadas.
Me vejo como livro escrito em capitulo.
Cheio de personagens, que aos poucos se perdem,
Mas que deixam histórias e, só isso, ficam deles.

Após contato com o passado, Fael d'Carvalho

Ansiedade


Se existe um castigo natural na minha vida, o nome é ansiedade.

É algo que me atinge e me faz cumprir pena antes mesmo de cometer infração.

É como pagar por um serviço é nunca recebê-lo,

Ir preso sem, ao menos, realizar um crime.

Ansiedade é o tipo de castigo que não desejo nem pro meu pior inimigo.

Ela não deixa dormir,

Atrapalha minhas relações, muda o humor...

Ela que me faz imaginar textos inescrevíveis,

Visualizar amores invivíveis,

Músicas incantáveis,

Histórias inenarráveis...

Ansiedade é castigo, nada mais.

Mas é castigo covarde,

Medo antecipado.

É auto condenado.

A ansiedade cerca,

Isola,

Te cega,

Mas impulsiona, sem fuga, contra àquela parede.

Ao mesmo tempo no qual que te desfavorece te dá foco.

Ansiedade prepara.

Como todo castigo, por função, ensina.

Da forma difícil, sem lógica ou compreensão, mas ensina.


Em outra fase, Fael d'Carvalho