Eu poderia chorar uma ausência.
Faria, se me fizesse falta.
Queria ser desses que não vive sem alguém.
Mas me sinto lobo.
Vão-se os parceiros,
Fica o que importa, eu.
Choro fuga por um dia,
Depois comemoro abandono.
Celebro que abandonem-me e abandoná-los.
Mastigo a mnemônica de um tempo perdido.
Engulo a seco e continuo.
Vão-se os passados, fica o presente e aguardo o futuro.
Encaro a vida em fases, como temporadas.
Me vejo como livro escrito em capitulo.
Cheio de personagens, que aos poucos se perdem,
Mas que deixam histórias e, só isso, ficam deles.
Após contato com o passado, Fael d'Carvalho
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