Realidades do meu viver...

Numa dessas, ainda me acabo com esse blog!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

eÔ & Jair







RaFaeL d'CarVaLhoO^^

^^eÔ kerendu daH uma de Galã hsuahsu^^





Esse Blog não precisa ser tão acadêmico... afinal ele é meu e dele faço o que eu quizer...
Rafael d'Carvalho^^

Esse sou eu^^
Rafael d'Carvalho

A Origem da Opressão

A origem da opressão
“Olha lá vai o viadinho...”
“Ela é sapatão...”
“Bissexual? Isso não existe são todos um monte de bichas...”

Esses são exemplos claros, destacados dentre outras milhares, de frases que ouvimos todos os dias, que destacam de forma negativa o preconceito perpetuado em relação as escolhas sexuais de um devido individuo, são esses preconceitos que hoje oprimem pessoas a se isolar, se esconder, se ocultar e se privar de seus direitos, entre eles, até mesmo, o de agir naturalmente, ser simplesmente elas mesmas.
O Bar Barulho, localizado no Park da Cidade, foi alvo de abuso de Poder e Homofobia por parte dos policiais civis e militares de Brasília. Desde a quinta-feira dia 08 de novembro, data do fechamento do bar, a Administração do Park da Cidade, suspendeu a iluminação dos 5 portes e do banheiro que fica em frente ao mesmo, que dava claridade e segurança a comunidade LGBT's que freqüentavam o espaço. O bar foi fechado com mais uma cena abuso de Poder e Homofobia por parte dos policiais civis e militares de Brasília. Policiais armados chegaram, com uma frota de aproximadamente 20 carros, ou mais ao parque, intimidando cercando e dirigindo-se aos freqüentadores que ali estavam com holofotes de luz, empunhados de armas, palavras grosseiras, empurrões, palavras ofensivas e abuso de poder. Várias pessoas que estavam no local foram expostas à revista policial, interrogadas como se fossem criminosas. Policiais Civis e Militares masculinos simplesmente ignoraram a presença de policiais femininas no local e fizeram à revista em mulheres que lá estavam se divertindo, um verdadeiro absurdo! Menores de idade foram levados pela Vara da Infância e da Juventude. E agora!? Se os seus pais não sabiam, irão ficar sabendo de sua orientação sexual da forma mais leviana e arbitrária possível. O que será que a Vara da Infância e os policiais falaram para os pais dos menores de idade que lá se encontravam a respeito da presença de seus filhos em um lugar GLBT?! Será que sequer respeitaram o direito da individualidade destes jovens ainda incompreendidos!? Essas atitudes mostram que mesmo com tudo que jah aconteceu neste país ainda é impossível freqüentar um simples local GLS, sem ser discriminado apenas por ser diferente, e o pior em lugares destinados ao próprio público GLBTS. Algumas pessoas que filmavam a ação da polícia e da vara da infância, tiveram seus celulares arrancados de suas mãos, por estar documentando os fatos, algumas cenas, algumas falas dos policiais,documentando a abordagem das pessoas no momento em que estavam fazendo a revista, dentre outros. Cenas e falas foram gravadas de pessoas que ali estavam sendo agredidas moralmente por policiais, pela sociedade e pelo governo do Distrito Federal.
Mais uma vez o público GLBTS do DF são vítimas desses abusos e desta vez exercidos por pessoas que deveriam protege-lo dessas situações . Aonde foram parar os direitos, Policiais aos montes, empunhando suas armas, suas insígnias, seu “PODER”. Palavras como: bichinha, sapatão, viadinho, foram abertamente usadas pelos policiais. Vivemos em um sistema falido, não democrático, hipócrita, homofóbico, heterossexual, machista.
A Administração do Park da Cidade alegou falta de alvará, se for este o motivo, deveria ser fechado também outros points de lazer, como o NICOLÂNDIA CenterPark, pois todos os ambientes de lazer no local funciona sem alvará. Isto mostra abuso e homofobia da administração do park.
São estas atividades homofóbicas e pré-conceituosas que vem repreendendo e assustando o publico GLBTS do Brasil de um modo geral.
Mas de onde vem tal pré-conceito? Por que ele se difundiu? Quais as razões de sua perpetuação a medida do tempo, e por tanto tempo? Sempre houveram essas discriminações?... Essas são perguntas que muitas pessoas homossexuais procuram a resposta a todos os dias. As respostas são simples, quem disse que o homossexualismo é algo errado ou criminoso e que pode vir a ser julgado de um individuo para outro?
Até a idade média o homossexualismo ou as atividades de sodomia sem vínculos afetivos não eram vistos como um problema nem individual ou muito menos social, já na Grécia Antiga existem relatos de Pederastia, homens com mais de trinta anos mantinham relações sexuais com jovens de quatorze a dezesseis anos e essa atividade não era vista como pecaminosa, criminosa ou se quer um desvio de conduta, de fundo psicológico ou social, como será apontado após a disseminação do cristianismo pelo mundo. Também na Grécia Antiga, já a relatos de homossexualidade feminina, inclusive o nome Lésbica vem da palavra grega Lesbos que era o nome da ilha onde viveu Safo, uma famosa poetiza que não escondia suas preferências por pessoas do mesmo sexo. Essas atividades de sodomia não aplicavam em nada a vida social das pessoas que a exerciam.
Com a difusão do Cristianismo, e seus dogmas “Hétoros”, as relações de sodomia passaram a ser vistos como crime grave contra a sociedade e até mesmo contra o próprio Deus, logo todos que queriam seguir suas vidas homossexuais, viviam em segredo, perifericamente, com medo, muito medo ou acabavam constrangidas perpetuamente. Esse problema de repressão, que podia gerar até a morte do homossexual da época se alastrou do século XIII aproximadamente ao século XVIII e alguns lugares do mundo XIX, após a retirada da pena de morte aos praticantes da sodomia, por muito tempo as relações homossexuais ainda ficaram vistas como crime ou ainda, como disfunção ou desvio sexual de fundo psíquico. É apenas em 1991 que o homossexualismo dexa de ser visto como doença pela organização mundial da saúde.
Hoje com certeza, ser um homossexual é mais seguro e mais cabível do que a cem anos atrás, mas a dignidade destas pessoas são feridas cotidianamente, afirma Pedro William Arantes*, 19anos quando perguntado a respeito do preconceito “Tento buscar forças para suportá-los e supera-los”, responde até mesmo com um certo pesar. Mas hoje em dia pelo menos as pessoas homossexuais não precisam mais viver isolados como afirma Fernanda Santana*, 20anos, “meus amigos, grande maioria sabe, pois também são homossexuais ou bissexuais. Como diria uma velha amiga minha “O mundo é gay, o resto são meramente aparências”, ou ainda como afirma, ainda respondendo a mesma pergunta Lucas Queiroz Bandeira “Todos homossexuais. Quer dizer, quase todos, existem algumas exceções, mas mesmos tais exceções estão se descobrindo.”
Entrevistando cinco jovens homossexuais, fiz uma visão mais jovem do homossexualismo hoje, além dessa visão de que agora há essa liberdade de comunicação e união de grupos desses homossexuais, não os deixando mais exteriorizados das relações sociais, além de que pelo que esses “novos” homossexuais não são necessariamente estereotipo de homossexuais, os homem não são afeminados e nem as mulheres são masculinazadas, apesar dessas mudanças ainda todos sofreram ou presenciaram cenas de pré-conceito contra conhecidos e até citam exemplos como o de Pedro Willian Arantes “estávamos saindo de carro, quando passamos por uma determinada ‘blitz’/policial/ de rotina e mandaram parar o carro, aí fizeram a verificação dos documentos, daí quando viram que se tratavam de homossexuais, falaram ‘pode passar, isso aí é um bando de viado’, foi muito constrangedor.”, ou ainda o exemplo de Lucas Queiroz Bandeira em que ele descreve “já presenciei sim. Em partes foi comigo também. Estava em um bar GLS, daí chegou a polícia, que começou a destratar (xingar) todo mundo, até que fecharam o estabelecimento. Não chegaram a me destratar propriamente, mas vi gente sendo. Enfim, foi uma típica ação preconceituosa.”, esse ultimo caso ocorreu no bar do Park da Cidade que foi fechado no dia 08 de novembro.
Outro sinal visto nesses jovens é a visão de futuro deles, eles em grande parte vêem em um futuro não muito distante um mundo mais igualitário que ata Letícia Maria ressalta em um dialogo externo a entrevista “vejo um mundo mais igualitário daqui uns 50anos, em que o homossexualismo não seja mais visto como uma diferença e sim como algo que deixa as pessoas mais felizes(...) e sei que de algum modo eu estou participando dessa mudança apenas por estar aqui prestando essa entrevista.” E o mais interessante é que todos quando perguntados como seria um mundo sem homofobia respondem, que um mundo sem homofobia é o mundo em que cada um vai poder ser ele mesmo sem pensar na aceitação do próximo.



Rafael d'Carvalho Gomes