Pensa no tempo, nas atitudes e
nos momentos que perde por medo de viver como no passado, mesmo não havendo
esse risco. Pensa no quanto você se poupa de ser feliz, de fazer feliz. Seu
passado, aquele do que eu nem fazia parte, se tornou vilão na minha vida. Repara
que nosso caso não era o mesmo que já teve e que eu não sou quem já te magoou.
Para de pensar no sofrimento e
pensa nas alegrias que estou disposto a te oferecer, nas que pode proporcionar...
Obre os olhos e me vê como quem sou, não como alguém que me causa repudio
pelo fato de ter te feito sofrer. Deixa eu te mostrar que cada caso é um caso e fim. Obre os olhos e veja quem você pode estar
perdendo, e isso só por que você foi perdido. Acorda e vê que eu te achei para te
mostrar coisas sobre o homem que, pelo jeito, você não conhece...
Entenda que não peço que você
deposite sua vida em minhas mãos, assim como não pretendo depositar a minha nas
suas, nunca pretendi. Compreenda que se, caso, isso aconteça, seguraremos um
a vida do outro juntos. Não haverá “eu” ou “você”, mas apenas o “nós”.
Lembra das palavras, que não
foram só palavras, ditas, das trocas de olhar, de calor, das noites juntos...
Dos momentos lindos, do tempo correndo, das gargalhadas furtivas. Levanta e vem me dar o amor que você diz sentir. Usa do meu como recompensa.
Veja que se hoje eu sofro não é
por você, por não me amar ou não saber do que sou capaz, bem pelo contrário. Hoje me doí a falta de um nós que
acredito.
Cartas de mim mesmo, Fael
d’Carvalho







