Realidades do meu viver...

Numa dessas, ainda me acabo com esse blog!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

É, um ano termina

Mais um ano se vai e, outro vem.
Mais histórias num baú vazio,
Mais um baú vazio que vai para o canto de um corredor
Mais um corredor vazio...

Mais um ano vem,
E com ele a esperança do preenchimento,
Digo, do preenchimento real,
Não dos preenchimentos vácuos dos anos anteriores.

Talvez encher-me-ei com os conteúdos dos outros baús,
Aqueles que a mim pelo menos pesaram.
Quem sabe não me deixem ficar assim no fim...
Ou apenas me aliviem.

Talvez arriscar-me-ei em novos conteúdos
Ou quem sabe ainda,
Não arrisco-me,
Apenas espero o conteúdo chegar.

Certo ou errado,
Um ano acaba
O próximo vem e, logo acaba
E outro virá...

Se já conheço meu conteúdo,
Se vou conhecer
Ou até se não vou,
Tudo, apenas, o tempo dirá...

Mais um baú é fechado,
Trancado e guardado.
Com ele aquela sensação
E logo são guardados.
E lá vão para aquele corredor vazio cheio de baús repletos de vácuo.
O fim do ano renova...
E começa outra vez.

Não, não é tristeza, nem pesar.
Quanto menos felicidade ou contentamento...
É apenas lembrança...
Sabe aquelas.

Aquelas que quero esquecer,
outras não.
Outras sempre vou visitar nesse baú,
É e apenas olhar... E esquecer.

Feliz ano novo!

Esperançosamente, Fael d'CarvalhoO.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Hoje amassei

O que escrevi,
Hoje, não me serviu... (esse é o problema de ainda escrever a mão)
Olhei e vi,
Aquele não sou mais eu.

Talvez seja um eu um pouco mais distante.
Tão distante que não me toco,
Digo, que não o toque

Esse eu que se apaixona
Esta morto,
Ou desacordado,
Encantado com um passado.

Falando em passado,
Retiro o “morto” da história,
Lembro-me de um encanto,
Que varia entre amizade e paixão.

Mescla de carinho e saliência,
Toque e excitação,
Saudades de um passado que sempre me toca...
E procuro aproveitar cada toque.

Notei agora, digo, agora mesmo...
Só ando com esse eu que se apaixona
Quando quero e me permito.
Quando me permito.

Esse eu da permissão escreve
E neste eu da razão eu apago, corrijo, amasso.

Enquanto um eu se permite,
Descreve teus olhos, boca, pele e cabelos
Outro eu, em ti, procura a amizade
E o medo de assim não ser, o pior se arrepende de não tentar.

Um eu quer,
O outro evita.

Um eu te deseja, te procura, te chama para sair...
O outro te liga, se define amigo (acaba com tudo), te acha no encontro e dança com outras pessoas,
Pois tem medo de olhar nos teus olhos.
Medo que o eu que te quer e não disfarça tome conta.

Medo que toda a razão, na verdade, não exista.
Medo que o eu que exita ataque,
E também, o medo que nada seja como o permitido acha...

E assim fico, te desejo, às vezes acho que me queres, fujo, volto, ligo, te chamo para sair, festas, bares, cinema...
Só por que tudo te lembra,
E, às vezes, acho que não teria graça sem você.

Olha ai o eu permitido que volta,
E o eu racional que o censura.
E antes que apague novamente esse registro... vou para por aqui.

Fael d'CarvalhoO

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Perguntas sobre a relação

Às vezes me pergunto
“Por que tudo é como é?”
E permanece como está,
Apesar de, por vezes, não estar bom.

Sempre me pergunto,
“Por que é tão complicado ter uma paixão?”.
“Porque as pessoas mentem?”
E, também “porque não são elas mesmas?”.

E hoje me respondo...
Elas são elas mesmas,
Tanto que deixam transparecer,
E até quando mentem, são sinceras em suas mentiras.

Estranho isso,
Pois tento ao máximo não partilhar dessa sujeira...
e me lembro de uma segunda resposta:
"cada qual é seu cada um".

Me impressiono que as pessoas são apenas suas idéias,
Salva guardas as nossas idéias,
Que em nada as formam...
O que pensamos delas nada mais é o achar

Achar esse que não as muda...
Infelizmente ou felizmente.
Achar esse que acaba por definir as pessoas,
Previsíveis ou imprevisíveis...

E penso “por quê é assim?”
E me respondo “como seria então?”
E nesse diálogo descubro:
Brincar com Marionetes nem é tão divertido!

Se não fosse para ser assim,
Provavelmente, de outra forma não seria.
Se de outra forma fosse,
Provavelmente apenas inverdades teria.

Concluo dizendo:
Sem mentiras, traições, injustiça, realidades e repugnância que geram algum sofrimento
Qual graça teria? Sobre o que escreveria? O que nos motivaria a achar uma única pessoa honesta...Simplesmente até a honestidade seria uma linda farsa sem graça.


Francamente... Fael d'CarvalhoO.

Sobre um dia... que me lembra tantos outros.

Até que foi bom, por incrível que pareça...
Apesar dum pesado clima acompanhado do sentimento de obrigação
Que me gravitacionava num ambiente, que nunca antes me atraiu,
Eu até que gostei,
Pulei, dancei, cantei, vi gente e muita gente me viu.
Não gostei exatamente de lá, que isso fique bem claro.
Mas do clima...
Dos meus amigos, enfim, com eles me divirto até em velório.
Também gostei das aquisições materiais e imateriais.
Enfim, no fim notei que foi só mais um dia de alegria,
Acompanhado por pessoas alegres,
Que fazem parte da minha alegria...
E que sei q vou sentir falta por um tempo...
Então só me resta agradecer Jú, Jéssica, Judie (Raiane), Bruno, Vitório, Marcos, Aline, Guilherme , AJ, Lamôni, Vô, Hélio, Daniel e Kayo
E também os que não estavam lá Alexandre, Analu e Mateus...
Que anos como esse, não exatamente iguais ocorram sempre^^'

Boas férias Barcaça e até fevereiro^^’ Fael d’CarvalhoO

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Reliqueas e inúmeras lembranças...

Da inocência e do purismo da infância
Às descobertas da puberdade
Tudo trás lembrança...

De gente, coisas e acontecimento,
Assim como dos conflitos, casos acordos e desacordos
Amores e desamores que nos formam,
Nos ensinam a nos formar

Quando pensamos isso sim tem valor,
Objetos e dinheiro são apenas isso, nada mais
Mas pessoas e lembranças latentes são muito mais,
São os verdadeiros tesouros.

Tudo trás lembrança,
Da amizade eterna e fraterna
De Iarlas, Thaíses, Brunos, Danis, Maiaras, Ana Cléias e Andreanes
A passagem de Moniques, Tamires, Jonatas e Natálias.


Lembro ainda das veracidades de Laianes, Priscilas, Janaínas,
Nossa e que saudades de Janaína...

Dos amores de Laryssas, Déboras, Chicas, Robertas
Outras que mal lembro o nome...

Lembro também de outras fases passadas e mais recentes
Por vezes até mais calorosas
Em meio a Jaíres, Pedros, Iures, Renans, Ítalos
E, também, outros que não convém ou não lembro o nome...

Nem só de lembranças vive o homem,
Viver também é esperar nas novidades
Em meio a Thaísas, Heltons, Jhefis e Artures,
Assim como no carinho de Julianas, Marcos, Brunos
E demais que fazem alegria há algum tempo.

Existem ainda os que passam e ficam
E sempre que passam nos melhoram um pouco
Com idas e vindas de Ronaldos, Padus, Pedros e Rafaéis.

O melhor mesmo e confiar nas principais atualidades
Com Brunas, outros Brunos, Walls, Jheffrys, Luízes, Roniéis, Jéssicas e Dianas
Que iluminam e alegram cotidianamente ou sempre que possível esses momentos
Momentos simples que se tornam lindos, apenas por estarem presentes.

Impressionado com tantas pessoas ,Fael d'CarvalhoO

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Vê se consegue ficar...

Como é fácil passar...
Todos passam,
Tudo passa,
O tempo passa...

Uns chegam, encostam,
Te usam, você usa
E passam, você passa.

Outros que já passaram,
Vivem voltando a passar para lembrar.
Lembrar que você não pode esquecer quem já passou.

Outros, ainda, passaram para não mais voltar
Às vezes nem desejávamos assim,
Mas assim é, a vida é uma passagem!

Há aqueles que passam e acompanhamos
Damos a mão para não perder o elo
E passar junto. Quando possível, junto.

Esses marcam, passam conosco.
São nossos portais...
Nos transformam, ensinam.

Difícil é ficar...
Porque tudo passa.
Passa rápido, passa num instante
Passa por aqui e por lá.

Ora passa e esbarra,
Ora direto nem te assoprar.
Assim somos com coisas, sensações e pessoas, simplesmente uma passagem.


Fael d'CarvalhoO