Alguns dias sinto minha poesia morta,
Não que o mundo não disponibilize mais magia,
Mas por algumas coisas mudarem em mim.
Talvez seja o poeta que esteja morrendo,
Aquele que sempre foi faminto por paixões não anda com o
mesmo apetite,
Não pelo mundo não lhe oferecer bons sabores ou lhe
apresentar os melhores aromas.
Talvez o problema seja na visão,
Não que não veja a beleza que o mundo traz,
Mas pela forma de vê-la.
Ele olha de longe, mesmo próximo.
Saboreia a ambrosia sem ao menos tocá-la,
Sente o perfume sempre distante...
Esse poeta fugiu e se escondeu em outro ângulo.
Um que o deixa seguro, acomodado e entregue apenas a si
mesmo,
Tão livre e tão prezo.
Esse poeta desconfia, agora, até dos mais sinceros sentimentos.
Entrega-se em parcelas, em momentos, sem esperar
eternidades.
Clama para ser salvo desse esquecimento sem permitir
salvamento.
Talvez este poeta esteja nas últimas.
Porque o poeta que não acredita em sua poesia não faz poesia.
Porque poeta que não sente, não vive, pelo menos, não como poeta...
Me reavaliando, Fael D’Carvalho

2 comentários:
Adorei o poema!
Obrigado =D
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