Papel amarelo,
Letras garrafais,
Juras de amor,
Promessas vagas,
Promessas quebradas,
Palavras bonitas,
Palavras sem valor,
Meramente estético,
Meramente vazio,
Guardado em minha carteira.
Mais bilhetes chegaram-me às mãos
Nesses, palavras de dúvidas,
Uso do sarcasmo,
Palavras repetidas,
Repetições novas,
Letras de minhas músicas preferidas,
Demonstrou me estudar
Esses me foram mais reais que o primeiro
Depois só recebia recados
Com desculpas,
Com lamentos,
De “disses e me disses”,
De verdades,
Do que eu esperava,
Do que eu não esperava...
Até recado de morte!
O bom de passar recados
É não ter que olhar na cara do receptor...
Pelo menos no bilhete se tem emoção
No recado não
Geralmente nem é pronunciado pelo verdadeiro emissor
Talvez a mensagem passada nem seja a que rebemos
O ser humano amenisa...
Talvez essa morte,
Era dos sentimentos de ambos
E não de quem morreu
Primeiro os da pessoa que matou no recado
Depois os meus que morreram quando ouvi.
Definitivamente,
Exceto os ditos cara a cara,
Ou que me sejam entregues por quem os cria
Odeio recados!
Fael d'CarvalhoO
