Realidades do meu viver...

Numa dessas, ainda me acabo com esse blog!

sábado, 27 de agosto de 2011

Raiz

A paixão é uma planta

Dessas que só crescem se estiverem bem estruturadas.

A paixão é flor dessa planta

Começa no pé e acaba no último fio de cabelo.

Como planta, tem raiz.

Firme como pé no chão, sem isso não sustenta.

A paixão tem suas folhas.

Essas ficam na cabeça, alimentam com sinais.

Revitalizando o verde vívido de boas imagens, bons sons, bons gostos, bons aromas e bons toques...

A paixão é flor.

Desabrocha no peito, de dentro pra fora, não o contrário.

De outra forma é daninha que invade, destrói e domina.

A paixão é flor graciosa que encanta, é agrado.

A paixão é caule, é galho.

É extensão do corpo que só é percebida em contato com outro.

Liga duas dessas árvores, terás paixão de fato.

Paixão só é paixão se acontecer no pomar.

Do encontro de duas belas flores, o fruto.

A paixão é o fruto.

Com boa sensação, Fael d'Carvalho

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Um eu em cada um


Vejo o retorno de minha imagem nos sorrisos

Sorrisos meia boca de cumprimentos,

Sorriso amarelo de educação,

Sorriso tímido de quem quer fugir,

Sorriso de contentamento desmedido

No sorriso sem dentes do gozo...

Vejo reflexos.

Até em olhos...

Olhos vermelhos de sono,

Olhos brilhantes de alegria,

Olhos perdidos de dúvidas,

Nos olhos vibrantes de um apaixonado...

Me percebo em momentos.

Percebo nos corpos alheios...

Mãos inquietas, deslocando-se pelo ar procurando seu espaço, de nervoso,

Mãos que agarram às costas alheias no abraço companheiro,

Mãos que fogem do toque indesejável,

Mãos que agridem e a mão que acaricia na paixão...

Me sinto tão pouco incomum que no mais anormal dos homens me vejo.

Sinto-me comum sendo essa mescla incomum de tudo.

Enxergo um eu em cada um.

Percebo muitos em um eu.


Fael d'Carvalho

Talentos da Casa: estagiário da DPGU concilia teatro e jornalismo

Desenhista, escritor de textos poéticos, compositor e ator desde os 12 anos. O estagiário da assessoria de comunicação da Defensoria Pública-Geral da União, Rafael de Carvalho, consegue conciliar o tempo de artista com o de estudante, por paixão pela arte.

Aos 22 anos de idade, cursa o último semestre de jornalismo e divide seu tempo entre o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e apresentações do grupo de teatro Barcaça dos Beltranos, do qual participa há mais de cinco anos.


Tudo começou 10 anos atrás quando, ainda como estudante do ensino fundamental, Rafael participou da companhia experimental Atitude, organizada pelo professor de Artes do Centro de Ensino Santos Dumont, colégio onde estudava na época. Por diversão, mas conforme o tempo passava, o interesse crescia.


"O pouco que havia aprendido no teatro amador e escolar me encantava e, também, amigos que entraram na Barcaça dos Beltranos antes de mim, me apresentaram ao grupo, à proposta e à metodologia. Procurei o diretor da companhia, Daniel dos Santos, e comecei a frequentar os ensaios. Pouco tempo depois passei a fazer parte da trupe.”


Segundo Rafael, a carreira de artista fica para segundo plano. “O teatro é uma arte que se permite ser uma atividade secundária. Não me imagino ganhando a vida – financeiramente – com isso. É mais uma atividade recreativa do que profissional, na verdade.”


Além de atuar, Rafael desenha, redige textos poéticos que posta em seu blog http://penseeviva.blogspot.com/ e compõe músicas em parceria com colegas de teatro. Na DPU, trabalha desde maio de 2011. Por meio de um colega, ficou sabendo da vaga para estágio e se candidatou, pelo fato de ter contato com a linguagem jurídica, assunto pelo qual se interessa também. Para o futuro, ele pretende continuar na área jornalística e conciliar com estudos de artes cênicas.


Comunicação Social DPGU

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Minhas não saudades


Eu poderia chorar uma ausência.
Faria, se me fizesse falta.
Queria ser desses que não vive sem alguém.
Mas me sinto lobo.
Vão-se os parceiros,
Fica o que importa, eu.
Choro fuga por um dia,
Depois comemoro abandono.
Celebro que abandonem-me e abandoná-los.
Mastigo a mnemônica de um tempo perdido.
Engulo a seco e continuo.
Vão-se os passados, fica o presente e aguardo o futuro.
Encaro a vida em fases, como temporadas.
Me vejo como livro escrito em capitulo.
Cheio de personagens, que aos poucos se perdem,
Mas que deixam histórias e, só isso, ficam deles.

Após contato com o passado, Fael d'Carvalho

Ansiedade


Se existe um castigo natural na minha vida, o nome é ansiedade.

É algo que me atinge e me faz cumprir pena antes mesmo de cometer infração.

É como pagar por um serviço é nunca recebê-lo,

Ir preso sem, ao menos, realizar um crime.

Ansiedade é o tipo de castigo que não desejo nem pro meu pior inimigo.

Ela não deixa dormir,

Atrapalha minhas relações, muda o humor...

Ela que me faz imaginar textos inescrevíveis,

Visualizar amores invivíveis,

Músicas incantáveis,

Histórias inenarráveis...

Ansiedade é castigo, nada mais.

Mas é castigo covarde,

Medo antecipado.

É auto condenado.

A ansiedade cerca,

Isola,

Te cega,

Mas impulsiona, sem fuga, contra àquela parede.

Ao mesmo tempo no qual que te desfavorece te dá foco.

Ansiedade prepara.

Como todo castigo, por função, ensina.

Da forma difícil, sem lógica ou compreensão, mas ensina.


Em outra fase, Fael d'Carvalho

Meu clipping

Olha o que os jornalistas da assessoria de comunicação na qual estou trabalhando aprontaram. De início nem levei a sério. Mas era sério, Taí o resultado:

Nunca havia parado para pensar como é estar do outro lado. Geralmente eu faço as perguntas e depois escrevo sobre alguém com base no que ela me responde. Com a gente é diferente, isso eu garanto...

Vocês tão vendo antes da minha mãe =D

Agradecido, Fael d'Carvalho