Realidades do meu viver...

Numa dessas, ainda me acabo com esse blog!

sábado, 11 de setembro de 2010

O que é certo, nem é!

Tudo o que achei que não perderia, perdi.
Tudo o que achei que não voltaria, voltou.
Quando me acostumei, mudou.

Quando tudo parece certo demais
O vento bate, arrasta todas as folhas juntas,
Espalha pela rua e lá vou eu reuni-las novamente.

Quando o tempo parece bom
A tempestade chega, molha tudo com as lágrimas de um céu em fúria
E lá vou eu desencharcar meu mundo.

Sempre assim,
Essa natureza de mudar.
Mudanças que não consigo controlar.

Variações que vão e vem.
E eu parado a assistir, vendo o meu mundo mudar.
E eu em movimento, vendo meu próprio eu mudar.

Sem mais, Fael d'Carvalho.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O vazio, eu e o tempo

Do nada um misto,
Algo que me puxa como um buraco negro.
Aquela involuntária sucção desmedida.

Três coisas.
Três irritantes coisas que me levam a um buraco.
De onde parece que não posso sair.

Cada um em sua instância.
Eu no tempo, o vazio em mim
E o buraco.

No buraco, as companhias:
O Medo, o Tédio, a Insegurança e principalmente a Solidão.
O que não é tão ruim, ou é.

A Solidão é uma companhia até agradável,
Tal qual teu nome, é algo sólido e permanente, por vezes inevitável.
É ela que nos permite o auto conhecimento a vontade de expandir, de correr, de fugir e, por vezes mudar!

Não que eu esteja só, mas estou solitário.
Como um lobo desgarrado que acompanha a alcatéia de longe.
Ajudo quando preciso, ajudado quando necessário.

É conversando com a solidão,
Assim calado, sem ninguém ver, sem que um lábio se mova
Que descobrimos, eu e a solidão, a triste verdade referentes às minhas escolhas: Eu sou, fui e sempre serei o meu maior inimigo.

Desabafando, Fael d'Carvalho

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Os meus problemas

Toda felicidade que chamo de minha voa.
Voa como pássaro migrante
Que encanta um ambiente por estação

Todo amor que construo é muito raro.
Mais denso do que meu coração de papel pode suportar.
Decidir lutar não é nada, mas pesa.

Entregar um coração de papel é errado.
Mesmo que o fogo da paixão que o incendeia não o queime.
Na mão do detentor ele é rasgado, mesmo em chamas.

Vê aquelas brasas bem trituradas na lixeira?
Lembra daquele coração frágil e flamejante?
É o que foi feito dele.

Obrigado a se apagar, virar cinzas.
Tudo isso enquanto espera um só combustível.
E no fim só recebe contenção de lágrimas de até logo com a maior cara de adeus.

Bem triste por ser assim... Fael d'Carvalho