Algo que me puxa como um buraco negro.
Aquela involuntária sucção desmedida.
Três coisas.
Três irritantes coisas que me levam a um buraco.
De onde parece que não posso sair.
Cada um em sua instância.
Eu no tempo, o vazio em mim
E o buraco.
No buraco, as companhias:
O Medo, o Tédio, a Insegurança e principalmente a Solidão.
O que não é tão ruim, ou é.
A Solidão é uma companhia até agradável,
Tal qual teu nome, é algo sólido e permanente, por vezes inevitável.
É ela que nos permite o auto conhecimento a vontade de expandir, de correr, de fugir e, por vezes mudar!
Não que eu esteja só, mas estou solitário.
Como um lobo desgarrado que acompanha a alcatéia de longe.
Ajudo quando preciso, ajudado quando necessário.
É conversando com a solidão,
Assim calado, sem ninguém ver, sem que um lábio se mova
Que descobrimos, eu e a solidão, a triste verdade referentes às minhas escolhas: Eu sou, fui e sempre serei o meu maior inimigo.
Desabafando, Fael d'Carvalho