Realidades do meu viver...

Numa dessas, ainda me acabo com esse blog!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quem nunca sentiu dor?

Quem nunca sentiu dor?

Aquele que nunca se aventurou,

Que não teve coragem de tentar

E, por acaso, Não conseguiu.

Aquele que não se move.

E que, talvez, não sinta incômodo por ficar Parado.

Quem, também, não sabe o que é dor,

É aquele que nada sente,

Não falo de tato, falo de sentimentos.

Não sente nenhuma dor aquele que nunca se apaixonou,

Porém, também nada sente

Não sente dor aquele que não se prende,

Físico ou emocionalmente.

Sente dor aquele que já foi são e são não é mais

E, também aqueles que tiveram algo ou alguém que se foi.

Não tem dor aquele que não lembra,

Que de saudades não sofre

E, clarividente, não se apega a nada ou ninguém.

Não sente dor,

Não sente nada.

Apenas, momento sem estrada,

Caminho sem destino,

E compromissos sem razão.

Esse é aquele insensível que ninguém quer conhecer,

E que todos tem um pouco em si,

É inóspito e insosso que desagrada...

Não se importa consigo mesmo nem com outro.

Não sente nenhuma dor,

Somente um ser,

Digo um tipo de ser,

Aquele que vive em vão.

Não sente dor aquele que é pedra,

Que se fez pedra ou que se torna homem de pedra.


Fael d'CarvalhoO

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O que é o presente?


O presente é o maior dos presentes.

Porém, não há quem o toque,

Quem brinque

Ou quem o controle.


O presente é quase o imaginário,

É a linha mais volátil,

Entre o antes e o depois,

O passado e futuro...


Quando se pensa no presente, ele mesmo já passou.

O presente é a linha que se rompe com a passagem do tempo

Logo depois de ter sido tecida.

É uma linha frágil e continuamente tecida.

Seus retalhos, o passado. Sua matéria prima o futuro


O presente é o tempo que não se pensa.

O futuro se planeja;

O passado se lembra,

Mas o presente se vive.

_No presente se vive pouco.


Se vive num instante,

E um presente se acaba.

Vivemos inúmeros presentes,

Mas apenas um passado e um futuro.

Passamos nossa vida num vendaval de presentes.


No presente nossas atitudes são inocentes.


No presente não há não nem sim,

O presente é apenas o ato,

O presente não tem certo ou errado,

Apenas o acontecido.


No presente não há valor,

Moral ou ética

Apenas momento.

Presente é momento.


No tempo presente não há desculpas, arrependimento,

Retalho, remendo ou reconstituição.

Isso tudo é coisa do passado


No tempo presente não há planejamento, sugestão,

Estratégia ou opção.

Tudo isso é virtude do futuro


Presente não é opção,

Presente não é sugestão,

Presente é ação!


Fael d'CarvalhoO

Nossos Túmulos

Pior que não viver,

É morrer em vida.

Pior do que não respirar

É respirar em vão

Cada dia vivido em vão

É uma cova que cavamos

Cada momento desperdiçado

É uma lápide que cravamos em nossos caminhos

E que, cedo ou tarde, nos atrapalham,

Interrompem o fluxo natural de nossas águas.

Quando se perde sem tentativa,

sim aparecem os nossos túmulos,

Os mais profundos e inevitáveis.

Às nossas Perdas...

Os meus mais profundos e sinceros pêsames.


Fael d'CarvalhoO

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prazer, o sabor de paraíso.


O formigamento no corpo,

A tremura pela coluna,

As pernas bambas,

O respiração irregular,

O Prazer!

Ah, o prazer...

A satisfação,

O descompromisso,

A exaustão,

O Gozo...

Aihh o prazer,

A pele suada,

A expressão de satisfação,

A mão que escorrega,

O sabor de paraíso

É esse o momento,

Essas sensações,

Só quem vive sabe.

Nos bons orgasmos

Que o lúdico homem toca o paraíso.


Fael d'CarvalhoO

Vontade Maior...

Aquela vontade de sumir,
Aquele desejo de aparecer,
Aquela vontade ficar,
Aquele gosto de ir.

Aquela vontade de pousar,
Aquele desejo de mudar,
Aquela vontade de voltar atrás,
Aquela necessidade de deixar tudo como esta.

Aquela vontade de amar
Aquele desejo de se aventurar
Aquele medo de se arrepender
Aquele problema de se arrepender de não ter feito

Aquelas lembranças do passado
Aqueles anseios do futuro
Aquela linearidade do presente
Essa vontade de viver no infinitivo

Que nesse meu universo das ações infinitas
Cada sumiço seja um infinito reaparecimento,
Cada dia que fique seja a eterna ida,
Toda parada seja pra sempre por eternas mudanças,

Nas atitudes sempre repetidas,
Que haja o arrependimento e que volte sempre atrás quando errar,
Que aprenda, faça o que não fiz, experimente cada instante.
Que aprenda que entre o passado e o futuro existe o agora,
Rápido e fugaz que escorre entre os dedos e foge aos olhos.
Que aquela minha maior vontade seja apenas viver.

Fael d' CarvalhoO