Realidades do meu viver...

Numa dessas, ainda me acabo com esse blog!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Não tem preço

Não tem preço...
Passar o dia com quem se gosta,
Conhecer um pouco do paraíso,
Ver o verde,
Correr de bobagem.

Não tem preço...
A queda d’água lavando a alma,
Sentir a força que o liquido da vida nos dá,
Descer pedras esculpidas pelo tempo em degraus irregulares e perfeitos,
Subir e descer essas mesmas esculturas na segurança da mão amiga.

Não tem preço...
O silêncio do som das cidades,
O ruído do som da natureza, água rolando, pássaros cantando, boçais balbuciando,
Ser natural, sem vergonha, sem medo, sem receio e ao mesmo tempo ter medo do inseto que voa do meio da relva, da mata fechada, da pedra que escorrega, do buraco que cai e de gente desconhecida,
Ir em frente com o apoio um dos outros.

Não tem preço...
Aventurar-se com quem se gosta,
Sentir-se seguro,
Oferecer segurança,
Temer o desconhecido e enfrentá-lo.

Não tem preço...
Conhecer a ponta do paraíso acompanhado por anjos,
Recarregar as energias e sentir-se cansado, mas realizado!Não tem preço sentir-se vivo com pouco, com o simples, com o natural.

Agradecido pelo dia, Fael d'CarvalhoO

sexta-feira, 19 de março de 2010

Depois de uma segunda-feira

Nem toda a diversão,
Tão pouco a perversão
Que toda e qualquer orgia possa proporcionar
Podem me fazer te esquecer.

Em outros corpos procurei, apenas, o teu.
Em outros olhos vi o apertado castanho dos teus.
Entre vozes, gemidos e afagos imaginava os teus.
Sem tua presença tudo se perdia, e só a excitação física permanecia.

Sem a química de tua pele
Ou o timbre de tua voz
E ainda, a ausência do seu conteúdo,
Qualquer outro é isso, um outro.

E eu tão distante e próximo de ti,
Imagino tudo, tudo mesmo: da palavra boba a situações únicas...

E sei que para não lembrar de você
Tenho que esquecer que necessito lembrar sem precisar de você.
O único problema é que tudo me lembra você.

Fael d'CarvalhoO

domingo, 7 de março de 2010

E eu nessa Amorzade

Paixão é algo que se acaba,

Que acaba com nós mesmos,

Que se consome,

Que nos consome.

Cansa e nos cansa.

Paixão queima sem fogo

Vira cinza sem vestígio.

Já tive tantas e não tive nenhuma.

Até tive uma ou outra séria paixão,

Mas fugiu, eu fugi.

Se escondeu, me escondi

E se foi.

E veio outra,

Acompanhada de um encantamento único,

Que andam como casal em matrimônio,

“O Encantamento”, a frente, a esperar. “A Paixão”, no corredor, rumo ao altar.

Logo vejo surgir, com olhar preocupado,

Do outro lado aquele andar engraçado,

Pé ante pé em minha direção,

Fico sem jeito, finjo distração. A mão a suar.

Paixão se rende,

Nos rende e cresce e, também, nos cresce.

Aumenta e nos aumenta.

“A Paixão” casada ao “O Encantamento” nos dá aquela boa força de tentar.

Fael d'CarvalhoO

quinta-feira, 4 de março de 2010

Tantos Sinais

E lá vem quem desejo,
Pele branca,
Lábios sensíveis e rosados,
Apertados olhos castanhos,
Cabelo escurecido,
Caminhado engraçado, mas comum.

Olhar cativante, tímido e intrigante
“será que me quer como quero?”
Papo de amigo, descontração
Palhaçada, toque e silêncio.
Soquinhos sem veras....

Conversa com prazo, contato continuo,
Foto tirada,
Visita registrada,
Bobagem pensada,
Esperança acordada...
Nada falado.

Boa noite colega.
Na noite, o sonho.
Dia seguinte,
Olha lá quem vem,
E vem quem desejo.

Fael d'CarvalhoO

terça-feira, 2 de março de 2010

Só sente dor quem quer

Só sente dor quem quer. Não falo da física.

Infelizmente, eu sou do tipo que sente.

Me apego, sonho, imagino...

Me desiludo com a realidade, decepciono, me culpo, me martirizo...

Fujo pra outros abrigos, uso, me usam... Vejo na face dos outros que me desejam quem desejo quietinho.

Sofro por algo ou alguém que sequer me nota...Ou nota, e distrata, ou trata, mas diferente.

Sou emocional, afetivo e espero retorno.

Quando o vejo, imagino mil e uma coisas.

De mil e uma, apenas uma pode ser verdade.

E sempre é aquela que apaga meu holofote. Nem que depois acenda, como já aconteceu.

Que me joga na escuridão da minha mente viajante. E depois me leva a maior glória imaginada e sentida.

Ta aí o problema do apego.

Só sente dor quem se apega.

Mais um dia sozinho, Fael d'CarvalhoO

segunda-feira, 1 de março de 2010

Meu manual

Me descontrolo, Me ponho no meu lugar,sou calmo, sou ansioso, sou nervoso, sou simpático, sou apático, sou antipático, sou coragem e sou medo, sou eu e outro eu, sou meu e um tanto seu... Sou inteiro e dilacerado, sou corpo e espírito, decidido e complicado, apaixonado e, consequentimente, triste. Sou felicidade necessária. Sou beleza rara. Sou apaixonante e irritante, sei ser irritante. Sou veneno e sou mel. Sou ciúmes, disfarce e descaso. Sou passessivo e desprendido. Sou determinado a ser feliz. Sou bebida quente para pessoa fria, sou gelo a quem vem fervendo, fácil e difícil. Sou mais do que você pode ver, imaginar, ouvir, sentir e tocar, sou presença de espírito... Não faço pra ser bom, faço pra ser o melhor. Sou mais que o toque foguento, malicioso e ardente e, também, mais do que qualquer tenro carinho. Sei fazer, sei viciar, sei ensinar a aguentar, suportar e gostar. Sou justiça e sou parcial. Sou calejado, sou esperançoso. Sou lágrima de choro e de riso. Sou tosco, inteligente e sarcástico, sou palhaço sem razão. Sou eu e um tanto pouco de um outro eu... Não pratico trapaça, eu conquisto, eu não ganho, eu conquisto... Eu não me abalo, eu fraquejo, fortaleço e supero. Não preciso de pena ou de caridade, sou lobo, solitário. Sou carente, sou ardente, sou constante e presente. Sou incostante. não sou fulgás, sou evolutivo. Sou amável e afável, até eu me confundo. Sou brutalidade e fragilidade. Sou Satisfação e descontentamento, sou troca, sou prazer, sou dor, sou mistura. Sei tocar, sei ganhar. Tremo de prazer, insentivo gemidos de contentamento. Sou amor e sexo, tapa e beijo, biliscão e carinho, palavrão e elogio, eu elogio chingando. Demonstro o amor com bobagem, maiação. Sou amigo, namorado e amante. Não sei falar de amor, sei apenas vivê-lo, sei deixá-lo fugir, sei evitá-lo, sei prendê-lo, sei ganhá-lo, sei destruí-lo, sei eternizá-lo, sei deixar fluir e sei esperar. Sei me eternizar, sei marcar... Sei que quem me conhece jamais me esquece, seja pela alegria ou pela dor, pelo prazer ou pelo o amor, pelo meu desprezo ou meu apego, olho ou sorriso.

Esperando apenas uma leitura, Fael d'CarvalhoO.
(não que qualquer um não possa ler, mas textos
são sempre tem remetentes desconhecidos)

Tem gente no mundo que é como sou

Tem gente no mundo que se acha feliz...
Eu sou assim...
Não todo tempo,
Mas sou...

Tem gente que acha que já alcançou tudo...
tem horas que sou assim...
Acho que já amei, comprei e cheguei onde quero estar,
E não cheguei. Até amei, mas não como devia, e já comprei o necessário para o que já vivi, apenas.

Tem gente que pensa que sabe de tudo...
Tem horas que penso assim...
Imagino entender de tudo, conhecer de tudo um pouco, saber do que acontece e pode acontecer.
Sequer me entendo, não sei, nem mesmo o que sinto e por que sinto... Não entendo por que lágrimas rolam na minha face seca e por vezes ranzinza. Não entendo por que clamo por presenças que não me acrescentam físico-psico-verbal-materialmente, por que me acabo de risos com bobagem, me encanto com tão pouco, tão simples, tão natural e adoro isso.

Tem gente que acha que se conhece...
Eu era assim, talvez até hoje...
Mas passou, até me conheço, mas não me reconheço.
Sei que sou de tudo um pouco e de toda paixão um tanto.

Da linha 'sei que pouco sei', Fael d'CarvalhoO... em mais uma noite de decepção.