Voa como pássaro migrante
Que encanta um ambiente por estação
Todo amor que construo é muito raro.
Mais denso do que meu coração de papel pode suportar.
Decidir lutar não é nada, mas pesa.
Entregar um coração de papel é errado.
Mesmo que o fogo da paixão que o incendeia não o queime.
Na mão do detentor ele é rasgado, mesmo em chamas.
Vê aquelas brasas bem trituradas na lixeira?
Lembra daquele coração frágil e flamejante?
É o que foi feito dele.
Obrigado a se apagar, virar cinzas.
Tudo isso enquanto espera um só combustível.
E no fim só recebe contenção de lágrimas de até logo com a maior cara de adeus.
Bem triste por ser assim... Fael d'Carvalho