Mais histórias num baú vazio,
Mais um baú vazio que vai para o canto de um corredor
Mais um corredor vazio...
Mais um ano vem,
E com ele a esperança do preenchimento,
Digo, do preenchimento real,
Não dos preenchimentos vácuos dos anos anteriores.
Talvez encher-me-ei com os conteúdos dos outros baús,
Aqueles que a mim pelo menos pesaram.
Quem sabe não me deixem ficar assim no fim...
Ou apenas me aliviem.
Talvez arriscar-me-ei em novos conteúdos
Ou quem sabe ainda,
Não arrisco-me,
Apenas espero o conteúdo chegar.
Certo ou errado,
Um ano acaba
O próximo vem e, logo acaba
E outro virá...
Se já conheço meu conteúdo,
Se vou conhecer
Ou até se não vou,
Tudo, apenas, o tempo dirá...
Mais um baú é fechado,
Trancado e guardado.
Com ele aquela sensação
E logo são guardados.
E lá vão para aquele corredor vazio cheio de baús repletos de vácuo.
O fim do ano renova...
E começa outra vez.
Não, não é tristeza, nem pesar.
Quanto menos felicidade ou contentamento...
É apenas lembrança...
Sabe aquelas.
Aquelas que quero esquecer,
outras não.
Outras sempre vou visitar nesse baú,
É e apenas olhar... E esquecer.
Feliz ano novo!













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