Hoje, não me serviu... (esse é o problema de ainda escrever a mão)
Olhei e vi,
Aquele não sou mais eu.
Talvez seja um eu um pouco mais distante.
Tão distante que não me toco,
Digo, que não o toque
Esse eu que se apaixona
Esta morto,
Ou desacordado,
Encantado com um passado.
Falando em passado,
Retiro o “morto” da história,
Lembro-me de um encanto,
Que varia entre amizade e paixão.
Mescla de carinho e saliência,
Toque e excitação,
Saudades de um passado que sempre me toca...
E procuro aproveitar cada toque.
Notei agora, digo, agora mesmo...
Só ando com esse eu que se apaixona
Quando quero e me permito.
Quando me permito.
Esse eu da permissão escreve
E neste eu da razão eu apago, corrijo, amasso.
Enquanto um eu se permite,
Descreve teus olhos, boca, pele e cabelos
Outro eu, em ti, procura a amizade
E o medo de assim não ser, o pior se arrepende de não tentar.
Um eu quer,
O outro evita.
Um eu te deseja, te procura, te chama para sair...
O outro te liga, se define amigo (acaba com tudo), te acha no encontro e dança com outras pessoas,
Pois tem medo de olhar nos teus olhos.
Medo que o eu que te quer e não disfarça tome conta.
Medo que toda a razão, na verdade, não exista.
Medo que o eu que exita ataque,
E também, o medo que nada seja como o permitido acha...
E assim fico, te desejo, às vezes acho que me queres, fujo, volto, ligo, te chamo para sair, festas, bares, cinema...
Só por que tudo te lembra,
E, às vezes, acho que não teria graça sem você.
Olha ai o eu permitido que volta,
E o eu racional que o censura.
E antes que apague novamente esse registro... vou para por aqui.
Fael d'CarvalhoO
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