Realidades do meu viver...

Numa dessas, ainda me acabo com esse blog!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Vida ou quebra-cabeças?


Somos todos parte de um todo,

Cada qual um detalhe.

Tais quais peças de um quebra-cabeças,

Somos cheios de singularidades.


Ainda como peças deste enorme quebra-cabeças,

Temos imperfeições em nossas superfícies...

Sem linhas retas, com encaixes únicos.

Nos adequamos as irregularidades alheias...


Nos encaixamos.

Combinamos nossas alinearidades às tolerâncias do próximo.

Toleramos as desventuras dos outros...

Admiramos o próximo e ele nos completa, e se completa.


Juntos somos um todo.


Ninguém precisa ser perfeito.

Composto de linhas plenas, retas e completas. Chato.

A perfeição atrai a solidão.

Uma peça só é uma peça perdida, única, sem graça e descartável.


Bom mesmo, em nós, é uma depressão concava que seja preenchida por um determinante de outra peça vizinha.

E, tão agradável quanto, é a possibilidade de nossos apêndices convexos encherem o vazio de outro.

Nada, meramente físico...

Mas, especialmente, sentimental. Por vezes, visceral.


Ninguém é só. ninguém pode ser só nesse jogo.

Ninguém que se fecha em círculo completo ou, ainda, possui apenas retas perfeitas em suas superfícies faz parte desse jogo.

Nele, sempre há uma variedade de outras peças que te cercam, te completam, te tornam entendível.

E a peça - que é você - faz seus vizinhos de tabuleiro se localizarem e conectarem-se de diversas formas.


Se a vida é o imenso quebra-cabeças, encontre seu espaço, pois, toda peça desse jogo é igualmente importante.

Como você precisa do jogo pra se completar, o jogo precisa de você pra ser completo.

para reflexão, Fael d'Carvalho

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