Não sei se é carência,Já que carência não parece...
Não sei se é medo,
Já que medo não parece...
Não sei se é vergonha,
Já que vergonha não parece...
Sei que é pudor,
Já que me sinto fechado...
Sei que é receio,
Já que não sei o que irá acontecer...
Sei que é desejo,
Já que sei o que quero...
Não sei o motivo que não consigo te olhar,
Já me sinto bobo...
Não sei o porquê os abraços longos me agradam,
Já que são tão inocentes, eu acho...
Agora nem sei se são longos ou se eu os acho longos.
Não sei o motivo pelo qual sinto ciúmes de besteirinhas,
Já que tudo continua como antes...
Tudo o que não falo
E tudo o que não faço
Se relaciona a isso...
Essa situação de agora,
E o medo que notem
E o medo que você note isso em mim
E o medo que eu me exponha
E o medo de estar errado...
Não, desejo é! Esse eu tenho certeza
Aiii... eu e meus problemas...
Será que teria sido mais fácil não ter feito
Tenho receio de estragar um lance legal,
Construído pelo tempo...
Amizade, raízes, conversas, confiança, e tals...
O problema é que penso demais!
As situações nos jogam tão para perto um do outro,
Como uma conspiração...
E quando não jogam, dou um jeito de ficar só com você.
Já tive vontade de falar “de novo?”,
Mas falar não tem graça,
Já tive vontade de fazer o “de novo” que imaginava
Mas o receio não deixa
Já quis olhar-te com olhos de “de novo”, para você dar o primeiro passo novamente,
Mas não consigo nem te olhar...
Esses meus problemas não deixam...
E acho melhor deixar os beijos quentes
E os movimentos marcantes,
Excitantes e viciantes apenas na memória...
Memória que me deixa rosado,
Cabisbaixo
E com o olhar distante na tua frente...
Memória essa que me dá mais vontade...
E a vontade me faz lembrar da realidade
E a realidade me faz lembrar que talvez tenha que esquecer.
Esquecer memórias que me excitam na ausência
E me envergonham na sua presença...
O estranho é que nunca fui assim!
Ahhhh... Eu e meus problemas!
Indecisamente, Fael d'CarvalhoO
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